A opção de não consumir carnes

 

O consumo de carnes é um tema que atrai discussões, às vezes apaixonadas.

Atualmente calcula-se em cinco milhões de pessoas que praticam o veganismo, evitando portanto o consumo de produtos de origem animal.

Outro argumeto é que o consumo de carne impacta o meio ambiente, sendo a criação intensiva resultado da demanda exagerada da indústria, e do mercado consumidor, que acabam por exigir do planeta mais do que ele pode dar.

Cerca de um terço das terras aráveis do mundo é destinado à pecuária. Considera-se também esta criação como altamente poluidora.

Em relação à gastronomia, já se abandonou os cortes exageradamente grandes de carne, passando-se a porções menores, ainda que no prato principal.

Há uma consciência de que comer carne em excesso pode trazer mais malefícios à saúde, que benefícios.

Mara Baldacci, em seu restaurante, não servia carnes, e justificava: 'Minha preocupação com a leveza dos pratos exclui das receitas tudo o que dificulte a digestão'. Desta forma, alguns classificavam o Da Fiorella como sendo um restaurante 'natural'.

O slow food também se preocupa com este bem-estar, todavia não exclui, de modo algum, a utilização de carnes.

O veganismo e a cozinha vegetariana tem diferentes graus de restrição. Em alguns casos, se utiliza ovos, em outros o leite é permitido. Alguns comensais, todavia, não ingerem o alimento se o carimbo do papel que envolve o sanduíche houver sido feito com corante de cochonilha, um pequenino inseto.

Um exagero flagrante, ou o exemplo de um modo de agir consciente? Por isso se disse: o alimentar-se, às vezes, é tema para discussões interessantes, até porque comer é um ato social, envolto em outras motivações, que não apenas a necessidade física.