Cardápios: uma história

Inicialmente os garçons tinham que lembrar os pratos que eram servidos nos estabelecimentos de alimentação. Imagine-se a dificuldade, pois muitas vezes os pratos mudavam de um dia para o outro.

Lembrar os ingredientes de cada preparo era tarefa de um garçom muito bem treinado, como se percebe. A qualidade de um restaurante era vista nestes detalhes.

Alguém teve a idéia de expor painéis com o cardápio na parede, ou na entrada do restaurante. Assim, os clientes escolhiam melhor o que pedir.
Logo após, pequenas tábuas passaram a acompanhar os garçons, auxiliando-os a informar os clientes.

Para eles serem ofertados à vista dos clientes, foi um passo, e é o padrão de serviço que se tem hoje, com enormes avanços no perfil gráfico e de cores. Isso permite que o cliente visualize os pratos, muitas vezes, verifique a sua composição e valor, além de poder escolher a bebida, seja no cardápio em si, ou à parte, na carta de vinhos, por exemplo.
 

Isso trouxe comodidade ao comensal, que não precisa escolher na hora o que quer comer, podendo fazê-lo com calma, ou decidir entre seus acompanhantes entre as opções disponíveis, adequadamente discriminadas no cardápio.

E, mais ainda, um cardápio pode ser até mesmo um documento histórico, relatando fatos e hábitos de um tempo. Muito característicos de uma época foram os cardápios elaborados para banquetes oferecidos para personalidades e artistas.

Um que pode ser citado é o cardápio utilizado para o famoso 'Baile da Ilha Fiscal', que marcou o fim do império no Brasil, logo após, com a queda de D. Pedro II., e o início da República.